Bobagens


Acho que devia ter jogado no bicho...

Então, no dia 7/7/7 peguei meu ônibus para São Vicente. Não gosto de numerologia, ainda mais aquela imitação “gospel” de tal prática, mas, como teve show do diante do tronco, com leões rugindo, maridos ficando em casa e eu tendo que explicar que tanto faz o dia 7/7 quanto o dia 13/7 (uma sexta-feira), que o calendário de Deus é outro, etc, essa coisa dos números não me saiu da cabeça. Então, minha cadeira no busão era 27, o ônibus, marcado para 6:50, só saiu às 7 (com 10 min de atraso); nossa primeira parada foi em Rio Claro, exatamente às 7:57, saímos 8:04 (o seja, ficamos 7 min parados). Cheguei em São Vicente 14h (para os leigos, 2x 7) exatamente 7 horas de vigem (que demora, se eu estudasse em Curitiba, chegava aqui antes). Não que isso signifique alguma coisa (se bem que se significar coisa boa, eu to dentro, heheheh) mas como eu tava ligado nesse negócio de número, acabei prestando atenção nesses detalhes (e procurando outros, mas só deu pra forçar esses aí mesmo). Espero que minha estada em SV seja abençoada. Na paz!



Escrito por Alexandre Luquete às 00h46
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Filosofos

Há tempos que eu defendo a tese de que o papel do filosofo é apenas dizer difícil aquilo que todo mundo já sabe. Para ilustrar meu pensamento tomo com exemplo Friedrich Nietzsche (conhecido filósofo e ateu), ele disse o seguinte “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.” Frase muito famosa, recitada por muitos intelectuais, que provoca o pensar em quem ouve e confere status a quem diz. Mas, na verdade, eu poderia apenas dizer “O que não mata engorda”, mas isso seria vulgar demais para um intelectual.



Escrito por Alexandre Luquete às 09h35
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Confissões

Então, zapeando por aí encontrei um site que me assustou http://www.euconfesso.com.br, o intuito é que você possa, de forma anônima, confessar algo que tenha feito. Fiquei uns bons minutos lendo o que estava lá, muita baixaria, algumas coisas engraçadas, mas uma certeza, amigo é coisa rara! Tive algumas certezas, primeiro que um bom grupo de pessoas não tem absolutamente com quem conversar, em quem confiar, um grande andar solitário por entre a gente, sem ter o amor. Por uma confissão que li, aquilo pode ser bem uma forma barata de terapia, onde você pode se encontrar no meio da humanidade e se sentir normal (confesso que não foi o meu caso). Ainda há uma carnavalização de monstruosidades, que podem se tornar públicas sem repreensões pessoais. Quando a Bíblia diz “confessai as vossas culpas uns aos outros” aponta para aquilo que deveria ser uma comunidade cristã verdadeira, um lugar sem acusações e julgamentos, mas um lugar de confiança e amparo. Experimenta e veja se melhora alguma coisa.



Escrito por Alexandre Luquete às 22h05
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O suicídio culinário

Bem, estava eu um tanto quanto desprevenido para o almoço (graças a Deus não era dinheiro, era tempo, cozinha, panelas entre outras coisas, por causa da volta às aulas e mudança à frente). Pensando no que poderia fazer para me alimentar nessa tarde, procurei no mercado alguma solução pronta e barata. O mercado da esquina tem um bom preço, mas não tem variedade, lá ia meu estomago falando comigo. Os mais velhos lembram do comercial das sopas maggi “sou eu seu estomago” dito por uma voz grave vinda do fundo de uma pessoa faminta. No meu caso, um coral já cantava músicas como “Comer comer, comer comer, é o melhor para poder crescer” ou “Bebida é água, comida é pasto, você tem sede de que? você tem fome de que?” E por aí vai. Foi aí que na minha frente apareceu um miojo! Bom, eu não suporto miojo, mas como o que eu tinha em casa, que era um microondas e uma vasilha, era o que dava pra fazer. Azar. Comi miojo e uma torta de frango com catupiri. Se matou a fome? Não importa, eu cometi um suicídio culinário, fazer miojo, pra mim que adoro cozinhar foi o fim da picada!!!!



Escrito por Alexandre Luquete às 16h22
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O Texto ainda não está terminado, mas, de repente, alguém me dá uma ajuda pra termina-lo

(Plágio é crime, mas eu acho que idéias não têm dono; mesmo assim, use com moderação!)

Ideologia e Cristianismo: Socorro, o que estão fazendo com a cabeça das minhas ovelhas?

Idéias, felizes ou não, são expressas, escritas e organizadas de modo que possam ser recordadas sempre que se queira. Esses pensamentos “guardados”  podem [e devem] ser pontos de partida para novos pensamentos. Essas idéias, quando escritas passam a ser, para a humanidade, uma referência e o cultivo de novas “intuições”.

A escrita, depois de formada e aceita (mesmo que seja de se estranhar, filósofos como Platão eram contra  o uso da escrita) tornou-se o modo mais seguro para a difusão das idéias, aculturação e institucionalização. Sem a escrita, possivelmente, não existiria o cristianismo (mas seguramente ele não seria da forma como o conhecemos hoje), pois nenhuma instituição estável pode ter sua órbita fora de um sistema orgânico definido e permanente de leis e costumes  que abranja a sabedoria do passado no que concerne à manutenção social. O nosso cristianismo, histórico, baseia-se nas escrituras, nas confissões de fé, nas biografias dos grandes homens de Deus, nos hinos, etc. Seguramente, no nosso passado houve sermões geniais, mas que se perderam, edificaram a um grupo, e só, não foram escritos e não chegaram a nós.

Nas sociedades mais antigas o modo de acumulação cultural e ideológica estava centrada na tradição oral; quando o método mnemônico era o registro mais confiável e a memorização demonstrava o interesse do povo por determinados ideais.

Para se assegurar a transmissão cultural eram usadas canções, contos, lendas, provérbios, tragédias, máximas, fábulas e coisas afins.  Essa forma de socialização e aculturação não considerava apenas o armazenar informações, ela tinha a função de impor comportamentos, educar, dar valores morais e estéticos, dar sentido de vida, enfim, organizar a vida conjunta de determinado grupo.

Da mesma forma eram ensinados os sentimentos. O rir e o chorar, o amor e o ódio. Há tempo para cada coisa e essa organização sentimental era ensinada na vivência social. Por exemplo, o signo morte encerra em si a tristeza, ela é expressada por meio das lágrimas, de um semblante triste ou de palavras de pesar. O nascimento de uma criança transmite a alegria, o sorriso e palavras de felicidade. E essas expressões sempre demonstram “naturalmente” os sentimentos, porém, elas não são naturais ao homem, foram socialmente aprendidas.

O cristianismo é uma instituição muito complexa e que guarda em si as duas formas de aculturação. Nós aprendemos a ser cristãos não apenas por aquilo que lemos mas também por aquilo que vivenciamos; as duas formas de transmissão e aculturação são aceitas e fazem parte da nossa dinâmica. A Bíblia é nossa única regra de fé e prática; no cristianismo histórico (como o nosso) a história, as biografias, as declarações de fé, entre outras coisas, são referências inegável e, mesmo subordinadas à Bíblia, formam o que somos. Os outros elementos apresentados acima, tais como as músicas, o teatro, as conversas, e outras coisas não passiveis de registro, como a comunhão, as orações, as tradições também formam aquilo que somos.

Eis aí, está formada a confusão. Qualquer pessoa que reparar com mais cautela vai ver que a maior parte do que está formando o “nosso cristianismo” tem vindo dessa segunda forma apresentada (que vou chamar por ora de abstrata, mesmo sabendo que essa não é a maneira mais correta de dizer, e a primeira e mais moderna, de concreta, por se tratar de algo mais tangível), o que tem feito nossa cabeça são as músicas; as profecias e as profetadas (eu diferencio essas duas); o gestual abençoado, os badulaques de Jerusalém e outros lugares santos; os arrepios, gemidos e sentimentos afins.



Escrito por Alexandre Luquete às 21h06
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continuação

Infelizmente alguns grupos (conscientemente ou não) se valem dessa forma abstrata de aculturação e religiosidade para suscitar louvor e adoração; para dar significados a expressões que nada dizem; para despertar sentimentos, arrepios e significar a presença de Deus. Me impressiona como músicas iguais, de grupos diferentes, são capazes de suscitar lágrimas iguais em pessoas muito diferentes. Promessas iguais, ministradas por pregadores diferentes, são capazes de suscitar esperanças iguais em igrejas diferentes. Depois de assistir vários programas na televisão, ouvir vários CD’s, participar de vários cultos, cheguei à conclusão de que existe apenas um sermão sendo pregado (um só conteúdo, em formas diferentes) apenas uma música sendo cantada (varia um pouco, dependendo do ministrante, mas o significado é o mesmo), há apenas um culto sendo rendido a Deus.

Isso me impressiona porque todas essas coisas são tidas como naturais e não como ensinadas.

A minha denúncia é que há uma geração de adoradores ensinando as pessoas a serem de uma determinadas maneira; a chorar com determinado acorde; a acreditar apenas em certas partes da Bíblia e a buscar apenas uma única coisa no culto a Deus.

E impressiona também pelo grande número de meios de aculturação que essa forma abstrata tem: programas de televisão, grandes gravadoras, gigantescos templos. E o seu sucesso é anunciado [e garantido] pela grande massa que busca esse cristianismo abstrato e natural.

Pior que isso, é que eu não tenho [e nem precisaria ter] uma solução para isso. Sei apenas que nessa luta, pastores e igrejas históricas estão perdendo o lugar na formação doutrinária dos seus. O cristianismo concreto é cada vez mais considerado complicado (vítima da maior ignorância do nosso povo que sai das escolas públicas semi-analfabetos). Os pastores estão cada vez mais impotentes para formar o escopo doutrinário dos seus: possuem apenas o púlpito e [quem sabe] uma revista para a EBD (sem contar que em tantos casos as músicas cantadas nas igrejas contradizem a mensagem do pastor e como a música é cantada e a mensagem perdida, aquela se torna mais poderosa para a aculturação, fica do sermão apenas o sentimento e logo o sermão concreto se torna veículo do abstrato). Sei também que essa é a razão porque tantos pastores e ovelhas não falam a mesma língua, sua cultura é diferente.



Escrito por Alexandre Luquete às 21h05
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(Tenha fé e continue lendo...)

Sei também que a Bíblia de longe, na prática não é mais a única regra de fé, silenciosamente, a forma abstrata tomou o seu lugar, podem ver, ouvir um CD ocupa muito mais do nosso tempo que ler a Bíblia. E posso ir além, ouvimos aquele programa de televisão tantas vezes, mas a história da nossa igreja é uma desconhecida. Sabemos recitar uma promessa para cada dia do ano, mas não sabemos no que se baseia a nossa fé. Compramos CDs e DVDs em quantidades suficientes para que os nossos missionários, que não levam vida de artista, pudessem ter, ao menos, uma vida digna. Acho que essa é uma das conseqüências mais sérias em última análise: nossos missionários passam fome nos campos [ou nem conseguem ir aos campos] pregando o evangelho concreto, tantos artistas “gospel” estão ganhando o prêmio do show mais ungido do ano pregando um evangelho absolutamente abstrato, tudo isso porque a igreja se tornou uma noiva extravagante (seja lá o que seja isso!) e como qualquer pessoa extravagante a extravagância e o desperdício lhe caem bem.

Espero que com esse ensaio tenha tornado claro como as ideologias são formadas, que nossa língua, gestual, sentimentos e tantas outras coisas “naturais” são passadas de pai pra filho, ou, toda a tribo educa a cada índio. Passando desse conceito das ciências humanas, espero ter deixado claro que não estou condenando nenhum movimento como herético, apenas tentando demonstrar que eles são constituídos ideologicamente e são intencionais e que elas servem a dado propósito (bom ou mau Deus o dirá). De outro lado, temos pastores que tentam dialogar com seu rebanho, mas isso tem sido muito difícil, pelas razões já expostas. O que fazer? Eu ainda não sei. Se alguém tiver alguma idéia, por favor, pode falar comigo.

Minha oração é que o povo de Deus dê mais atenção aos seus líderes. Que os líderes se prepares melhor para preparar melhor o seu povo. Que seu povo busque alimento sólido e que a Bíblia seja o nosso único fundamento.

 



Escrito por Alexandre Luquete às 21h05
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A morte do saci e um almoço diferente

Dois contos-reais de arrepiar.

 

Primeiro, pra quem é meu leitor há muito tempo, é possível que se lembre da história do cortador de unha; mas isso foi no tempo do saudoso “Diário de Um Homem Só”. Resumindo aquele fato, eu morava sozinho, sumiu o cortador de unha, como era só eu na casa e eu tinha certeza de onde tinha deixado, a única explicação metafísica possível é a lenda do saci, que deve ter roubado.

Mas agora, mesmo depois de anos, e o cortador nunca ter retornado ao seu dono, minhas coisas continuam sumindo, inexplicavelmente. Mas hoje as coisas tinham se superado, mesmo que eu não goste de arrumar minhas coisas, tinha guardado alguns documentos na pasta própria para isso, e os mesmo haviam sumido. Mas eu tinha certeza do que tinha feito, afinal, não é um hábito de minha parte, então era fácil de lembrar.

Pois nessa manhã começou minha luta com a lenda deficiente, comecei a revirar meu quarto de alto a baixo. O mais impressionante, é que não somente achei o que procurava, como achei várias outras coisas, sumidas há tanto tempo, que nem me lembrava mais. Mas o cortador de unha, mesmo depois de 4 anos, nunca mais voltou.

No segundo causo do dia, fui almoçar no RU. Coisa que serei obrigado a fazer todas as 4as (cada um tem o castigo que merece). Vai parecer realismo fantástico, mas o que conto nessas linhas realmente aconteceu.

No cardápio dizia que teria strogonfe (ou estrogonervo) mas só tinha o caldo, não tinha um pedaço de carne! Tinha batata palha, que tava razoável. O suco, estava seguramente estragado, afinal, suco bom aqui na federal é aquele que tem gosto de pirulito e esse de hoje tinha gosto de tangerina. Suco com gosto aqui? Só pode estar vencido!

Mas o final ainda está por vir, a gelatina era verde, mas era verde-detergente. Estranhamos, mas resolvemos encarar. Na primeira colherada tivemos a certeza, congelaram o ODD. Até fizeram um comercial: Dúvida porquê? gelatina é YPE! Isso sem falar que saindo de lá o estomago tava pesado, quase dormi no estágio, foi coisa de louco.

Parece mentira, mas essa é a pura realidade dos fatos. Acredite se quiser.



Escrito por Alexandre Luquete às 18h46
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Pelo menos uma do Drumond

NÃO SE MATE

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Ps.: Esse é o Drumond mesmo, podem conferir



Escrito por Alexandre Luquete às 09h30
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Mais uma do Durmond

Não penso em mais nada nesse momento, me perdi, já não falo baixo, apenas escrevo, pois se não grito morro. Tento esvaziar minha mente de qualquer emoção. Não quero dentro de mim fé ou sentimentos, quero apenas a razão.

Quero a razão de pensar em você o tempo todo. Quero a razão da esperança de ter você ao meu lado. Quero a razão de querer você, apenas pra poder responder: pra dizer não. Pra nunca mais chorar.

Se eu te fiz alguma coisa, por favor, me perdoa. Por um sorriso daria uma rosa; A minha amizade te chega à alma e te toca. Mas apenas a amizade sua é pouco.

Vou vendar os olhos, andar em sua direção, eu vou saber onde você está. Abrirei os braços e seu abraço me será conforto. Mas você já não está mais aqui, se foi, já não suporto seus caprichos, não quero ser só seu amigo.

Seu eu pudesse raciocinar; se minha fé fosse firme. Se meus sentimentos estivessem no lugar correto. Mas já não estão. Onde está você? Estou confuso; estou com medo, um pouco alucinado. Acho que vou fugir, mas não sei pra onde ir. Acho que vou fingir, mas já nem sei sorrir. Acho que vou te achar, mas já não sei porquê, penso que vou chorar.

Penso em ser o caçador, mas agora sou a presa; noutro dia volto a ser quem sempre fui. Se pensei em ter o dia mais feliz de minha vida, se acreditei que aquilo era o melhor que me aconteceria; se esperei que seria pra sempre agora penso que não saiba mais no que acreditar. Dizer que com você estou bem é pouco; contigo mal, se estiver louco.

Agora já não importa, vou procurar algo mais fácil pra fazer, apenas vivo. Um fim melancólico.

Carlos Drumond de Andrade

 

 

 

 



Escrito por Alexandre Luquete às 20h17
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William Shakespeare

Teve uma vez que eu me passei por William Shakespeare, foi muito legal, a~i, agora, resolvi republicar, com algumas correções. Segue:

Nesse tempo todo, nessa minha vida, aprendi a amar, mas nunca deixei que outros me amassem; já sei me aproximar das pessoas, mas inevitavelmente eu as faço ficar longe de mim.

Aprendi a beijar, roubo beijos como ninguém; mas não sei deixar que meu coração seja levado sem achar que por isso fui lesado.

Fugi de perto de mim todos que me amais, fugi por amor a vós mesmos, eu não vos mereço, vós sois muito mais do que eu possa merecer.

Ficai perto de mim, estou confuso, preciso de amor, quero ser querido, desejo ser desejado, amo ser amado; mas que idiota eu sou, eu não amo a ninguém, como me amaria alguém?

Como é dura a lei do amor, ela não consente quietação a uma alma que lhe é cativa. Dura lei de ser humano, a eterna contradição de viver. Muitos dos que me querem eu os quero longe, a muitos dos que estão longe os quero perto.

Entremos em um acordo, façamos agora um pacto: esqueçamos os que nos esqueceram, deixemos longe os que longe estão, enterremos os mortos que já morreram. Sejamos vivos. Façamos festa junto aos que perto estão. Respondamos aos que nos perguntam e atendamos aos que nos chamam.

Quantos vós já não ignorastes? Vos chamavam, com carinho e com doçura, mas vós pensáveis nos que não pensavam em vós e, por causa dos indignos, ultrajastes os que esperavam uma migalha do vosso amor. Ultraje! Ofensa! Desprezo! Como vós sois odiável! Mesmo assim vos negais a receber a misericórdia dos que vos amam. Amemos mais as pessoas como elas são.

Nesse pacto, meu e vosso, não há lugar para desprezo, não há como reparar nos defeitos, meus ou vossos; seremos todos a sombra do perfeito, ou será que não somos todos a imagem da perfeição?

Andemos, cantemos e nos alegremos! Há quem nos ama, há quem se importe com nossa existência, indignos somos, amados somos, misericórdia recebemos. Paguemos então pelo favor, demos lugar, cuidemos de nossa morada, deixemos nosso irmão bem perto a nós, livre para ser como é.

Não retribuamos o desprezo e ódio que recebemos, pois é isso que merecemos. Sejamos gratos aos que nos odeiam, pois esses nos dão a oportunidade de saber como verdadeiramente somos e nos dão o que verdadeiramente merecemos. Sejamos gratos a esses instrumentos divinos que juntos seguem na missão de nos ensinar quanto mal fazemos quando desprezamos e odiamos alguém.

Chegai sempre perto dos vossos inimigos, se gostardes de estar perto deles, sejais da mesma forma com os que estiverem perto de vós. Insisti com os que vos odeiam, se gostardes do que receberdes dê em dobro. Ama ao que te despreza, se fordes, e quando não amado, não ama da mesma forma.

Assim nosso mundo será sombrio e asqueroso; assim, em pouco tempo, não restará mais nenhum de nós, indgnos homens, assim, quando não mais existirmos, essa terra será um maravilhoso lugar para se viver.

William Shakespeare



Escrito por Alexandre Luquete às 22h57
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